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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O lucro do lixo

PERSONAGEM

EX-FUNCIONÁRIO PÚBLICO TROCA O TRABALHO CONVENCIONAL PELA COLETA DE LIXO E PROVA QUE HOJE ESSA É UMA ATIVIDADE ECONÔMICA RENTÁVEL

Por Carlito Rodrigues

Souza trabalha com sucata há 6 anos
Foto: Carlito Rodrigues
“Eu amo sucata”! É assim que Antônio Guimarães Souza, 42 anos, casado, pai de três filhos e ex- funcionário público se expressa quando fala sobre sua atividade econômica. Ele trabalha nas ruas de Palmas recolhendo materiais recicláveis, ou sucata como é chamado no jargão popular, há aproximadamente seis anos.

Ao contrário do que muita gente pensa, essa é uma área rentável. Com a crescente a quantidade de produtos jogados fora diariamente como papéis, plásticos e metais, o trabalho colabora com o meio ambiente. ”Eu acredito que existe o emprego ideal para cada pessoa e eu encontrei o meu. Eu amo o que faço,” diz Antônio Guimarães ao lembrar que começou o investimento com uma TV usada e R$ 500,00, usados na compra de um carro para carregar os materiais.

Atualmente ele possui dois veículos utilitários que são usados para a coleta, uma casa e um carro de passeio, tudo obtido com o retorno desse investimento. Ele revela que ainda sofre discriminação por exercer um trabalho em que, geralmente, sua bastante e que é inevitável que se suje. “As pessoas vão muito pela aparência, acham que sou um desocupado e nem me reconhecem quando estou dirigindo meu carro e trajando roupas limpas”.

Um problema que Antônio enfrenta em épocas de chuvas é com a fiscalização da Prefeitura, pois todo o material acumulado fica em seu próprio lote até ser enviado ao seu destino para ser processado, o que poderia gerar doenças. Ele afirma, entretanto, que o tempo de permanência é muito curto e o que há, na verdade, é uma rotatividade diária desse material.

Após uma separação seletiva, esses objetos são prensados e vendidos a uma empresa que por sua vez repassa para as siderúrgicas para serem transformados em novos produtos. O lucro é de aproximadamente R$ 0,30 por quilo de sucata. Conforme Antônio, em torno de trinta pessoas trabalham nesse ramo na cidade, mas como a maioria é autônoma, é difícil se ter um número exato.

De qualquer forma, percebe-se que é possível viver da sucata e essa é só mais uma das novas configurações de trabalho que vão surgindo no cenário atual.

Chegada do novo shopping impacta vendas

COMÉRCIO

COMERCIANTES DO CENTRO E DEMAIS LOJISTAS ALEGAM QUEDA NO FATURAMENTO APÓS INAUGURAÇÃO DO CAPIM DOURADO SHOPPING

Por Arianne de Moraes

Com inúmeras opções de lojas e em diferentes ramos, o Capim Dourado Shopping trouxe à Capital uma maior concorrência e mais opções de escolha para os tocantinenses, o que para o consumidor é um alívio porque não ficará mais limitado a uma ou outra opção de compra. Em contrapartida a esses pontos positivos, os comerciantes do centro de Palmas reclamam da queda nas vendas e a visível diminuição do fluxo de clientes.

Foto: Divulgação/Capim Dourado Shopping

Presidente da CDL,
Silvio Cunha
Foto: Divulgação CDL

Com chamativas promoções e liquidações, as lojas que não estão instaladas no novo shopping tentam manter, pelo menos, a clientela mais fiel no intuito de combater os preços das grandes empresas como a Lojas Renner, Riachuelo e Marisa. Nem sempre com o resultado que se espera, esses lojistas vêem uma certa desigualdade na concorrência. “As novas lojas instaladas na capital trazem inúmeros produtos importados e conseguem ter um fluxo de caixa bem maior para manter os preços lá embaixo, diferentemente de nós que temos um rendimento não muito significativo no final do mês”, diz Carol Fernandes, sócia da loja Sol & Cia, instalada no centro da capital.

Para o presidente da CDL, Silvio Cunha, qualquer novo comércio na capital será bem vindo. “Os investimentos no estado não podem parar pensando em conter uma possível concorrência aos demais proprietários de lojas em Palmas, deixando assim de aquecer o comércio. O que tem que haver, é uma busca incessante por renovação de estoque, disponibilidade de produtos e promoções que atendam os clientes que estão cada vez mais exigentes”, afirma ele.

Os lojistas e comerciantes da capital estão procurando se adaptar a esse novo cenário, visando que esse crescimento pode ser oportuno para aquecer suas próprias vendas, reconquistando o público e firmando seu compromisso com aqueles clientes mais fiéis.

Foto: Divulgação/Capim Dourado Shopping
Pelo sim ou pelo não, esses fatores indicam que o estado está sendo um centro de novas oportunidades de crescimento e geração de empregos, e essa projeção só tende a fortalecer nossa economia tornando o Tocantins uma referência de bons negócios.

Capital ganha um novo centro de compras e entretenimento

Comércio

LOJISTAS DO NOVO ESPAÇO FALAM SOBRE AS VENDAS E OS LUCROS ESPERADOS NO SHOPPING CAPIM DOURADO

Por Ana Paula Barreira Santiago

O novo shopping de Palmas, o Capim Dourado, é o maior shopping do estado do Tocantins.  Foi inaugurado no dia 17 de agosto de 2010. Além de ser uma aposta de crescimento financeiro para Palmas, promete ser o maior centro de compras e lazer da região.

Foto: Ana Paula Barreira Santiago
De acordo com Yesfang de Araújo, vendedora da loja infantil Lilica e Tigor, o estabelecimento está sendo bem aceito e visitado, pois as vendas estão cobrindo os gastos e obtendo, assim, o lucro esperado. “A loja tem uma filial no Palmas Shopping onde o volume de vendas é inferior, se relacionado às vendas da loja no Capim Dourado”, conta ela.

Foto: Ana Paula Barreira Santiago

As lojas Scala e Casa & Cia registram um movimento razoável. Também estão conseguindo cobrir os gastos, mas, por serem as únicas lojas em Palmas, esperava-se um maior movimento, segundo contam as gerentes das lojas. No caso da loja Scala, a gerente Sônia Maria Gama conta que as vendas no começo do mês melhoram, mas que no final do mês voltam a cair.

Foto: Ana Paula Barreira Santiago
Raimunda Bastos, gerente do Boticário, diz que o lucro da loja está dentro do que se esperava, porém no Palmas Shopping as vendas são melhores. “Isso porque a loja no Capim Dourado ainda é nova e o shopping não foi concluído ainda, mas que futuramente irá vender mais que no Palmas Shopping”, acredita ela.

A visão dos lojistas que apostaram no Capim Dourado é que o shopping ainda é novo por isso as vendas em algumas lojas ainda estão fracas, mas que futuramente, com o shopping concluído, as vendas só tendem a melhorar, já que o local é visto como uma opção de entretenimento, turismo e negócio.

O Natal “tá caro pra chuchu”

VENDAS


AMBULANTES DE PALMAS AMARGAM QUEDA NAS VENDAS E APOSTAM NO FIM DO PERÍODO NATALINO E FIM DE ANO PARA REVERTER SITUAÇÃO


Por Álvaro Tavares Maia


Enquanto as vendas correm às mil maravilhas e as lojas chegam a duplicar seu lucro no período natalino, nos cantos menos privilegiados de Palmas os vendedores ambulantes apenas têm como opção esperar que passem os períodos festivos para que as vendas voltem ao normal.

Por terem um poder aquisitivo menor,; vários microempresários informais se instalam em locais como camelódromos, feiras e estações de ônibus. “O jeito é tentar ganhar a vida aqui mesmo. Não tenho condições de alugar um ponto comercial”, alega o ambulante Pedro Costa. Ele vende roupas e outros artigos de uso pessoal na estação de ônibus Apinajé.

Entretanto, as dificuldades aumentam no período natalino. As pessoas viajam e o movimento fica fraco. É o que aponta José Afonso, vendedor de salgados e afins. Aos serem questionados acerca do mesmo assunto, ambulantes da Área Reservada ao Comércio Ambulante (Arca), também conhecido como camelódromo central, dizem que além de serem forçados a aumentarem o preço da mercadoria por conta dos impostos, não conseguem competir com as grandes lojas que fazem promoções atrativas para o público. ”O pessoal reclama do preço, mas a gente tem que aumentar. Senão, não dá conta de pagar os impostos”, reclama Maria de Lurdes que tem uma lojinha de artigos para celulares e eletrônicos.

A solução para tal situação não é consenso. Alguns dos ambulantes acham que menos impostos facilitariam as vendas, outros que não deveria haver impostos. Há ainda aqueles que acham que o que se pode fazer é se conformar e esperar o Natal passar. Fica para a prefeitura municipal a apelação dos comerciantes que esperam uma solução, uma ajuda, uma mão ou pelo menos alguma atenção.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Segurança para compras na web deve ser reforçada

MUNDO DIGITAL

ESPECIALISTA ENSINA QUAIS OS CUIDADOS A SEREM TOMADOS QUANDO O USUÁRIO FOR REALIZAR COMPRAS PELA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES

Por Samuel Lima

Imagem de internet
Este ano, segundo estimativas da consultoria Forrester Research, as vendas pela internet – o já conhecido comércio eletrônico – vão superar a casa dos R$ 12,8 bilhões. Só para se ter uma ideia do crescimento nos últimos anos, o valor alcançado em 2005 foi de pouco mais de R$ 2,8 bilhões – o que representa uma taxa de crescimento anual de 38%. Com mais pessoas acessando a internet, utilizando cartões de crédito ou mesmo pagamentos diretos com boletos, cresce também o número de fraudes.

Segundo o especialista de Tecnologia da Informação, Marcelo Passos, o final do ano é o período onde se requer mais cautela em relação às fraudes pela internet. “É quando as pessoas estão mais preocupadas em dar presentes, comprar um artigo novo e, invariavelmente, utilizam a internet cada vez mais para fazer suas compras”, diz o especialista. Para ele, é preciso tomar cuidado ao fazer transações pela internet ou mesmo acessar sites considerados perigosos. Uma boa dica é a utilização de serviços de pagamento digital já consolidados como o Paypal, Moneybookers ou o brasileiro Pagseguro, evitando o fornecimento de dados do cartão de crédito em sites com baixa segurança, onde estas informações poderiam ser captadas por hackers não ligados à empresa.

Marcelo orienta ao internauta para que observe o canto inferior direito na tela do browser. “Deve haver um cadeado lá, que indica algum grau de segurança”, diz o analista, enfatizando que uma dica simples para saber se o site que você entrou é mesmo o do seu banco é informar a senha errada. “Um site falso não vai saber qual é sua senha, então não vai alertá-lo sobre isto. Geralmente vai dizer que houve um erro na página, mas não dirá que a senha estava errada. É uma dica simples para se ter certeza de que se está na página correta, no caso de bancos”, ensina.

Impulso - De acordo com a consultoria Forrester Research, o impulso maior para o crescimento do comércio virtual vem do próprio e crescente número de usuários. Em 2010, no Brasil, estima-se que se chegará aos 55 milhões de usuários. Outros pontos que contribuem para este crescimento são o aumento do hábito das compras online, o crescimento da oferta de banda larga no país e o número limitado de produtos nas lojas presenciais. Fatores como estes podem contribuir para que a internet cresça mais ainda, mas continue também a ser um verdadeiro covil virtual para ladrões e trapaceiros.

Cuidados na Internet
  • Buscar informações sobre o site, verificando se há reclamações no cadastro do Procon de seu Estado ou Município, e, ainda, coletando referências com amigos ou família;
  • Verificar qual o endereço físico do fornecedor e se existe algum telefone ou e-mail para esclarecimento de eventuais dúvidas.
  • Verificar os procedimentos para reclamação, devolução do produto, prazo para entrega, etc;
  • Verificar as medidas que o site adota para garantir a privacidade e segurança dos usuários;
  • Não fornecer informações pessoais desnecessárias para realização da compra;
  • Guardar todos os dados da compra, como nome do site, itens adquiridos, valor pago e forma de pagamento, numero de protocolo da compra ou do pedido, etc;
  • Guardar em meio eletrônico ou mesmo impresso a confirmação do pedido, e-mails trocados com o fornecedor que comprove a compra e suas condições;
  • Verificar se há despesas com fretes e taxas adicionais, bem como o prazo de entrega da mercadoria ou execução do serviço;
  • Identificar o endereço físico da empresa e seus dados cadastrais, como CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. O consumidor pode checar os dados cadastrais da empresa acessando http://www.registro.br/;
  • Exigir Nota Fiscal;
  • Imprimir o contrato firmado ou arquivar em meio digital seguro que permita uma futura impressão.
Fonte: Procon