sábado, 11 de dezembro de 2010

Alunos avaliam professores em estágio probatório

Somente 10% dos alunos participam da avaliação dos professores em estágio probatório.

Por Renata Alves Gomes

A Universidade Federal do Tocantins (UFT), através da Comissão de Avaliação e Validação (CAV), realiza semestralmente as avaliações dos professores em estágio probatório, que tem 25% da nota composta pela participação dos alunos.

A avaliação dos professores em estágio probatório é composta pela nota obtida pela produtividade acadêmica que representa 50% do total, pela nota atribuída pelo colegiado que representa 25%, e pela avaliação dos alunos que tem peso de 25% do total.

 Os alunos avaliam os professores através do site da UFT no portal do aluno, respondendo um questionário com perguntas sobre a metodologia, conhecimento teórico e a prática pedagógica em sala de aula do docente em estágio probatório.

O Presidente da Comissão de Avaliação e Validação, professor Gustavo Henrique Vilela ressalta que a participação dos alunos no processo de avaliação dos professores em estágio probatório é muito importante, no entanto somente em torno de 10% dos alunos respondem o questionário, que fica disponível no portal do aluno por mais de 120 dias.

Para Vilela, a pequena participação dos alunos não reflete a opinião dos acadêmicos, “Existe casos em turmas com 30 alunos ou mais que somente 2 alunos responderam a avaliação, e isso não reflete a verdadeira opinião da turma”. Diante desta realidade, a CAV já encaminhou para o Conselho Universitário (CONSUNI) uma proposta de reformulação da metodologia da avaliação dos professores em estágio probatório.

Entre as razões pela qual, os acadêmicos não participam da avaliação, estar a justificativa que não possui conhecimento sobre como é realizado o processo de avaliação. O acadêmico Diego Vaz de Souza declarou “Eu nunca avaliei os professores, porque não sei aonde esta disponível a avaliação e quais os professores que serão avaliados”. 

Felipe Fernandes de Albuquerque, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) defende que é necessário discutir o formato atual da avaliação dos docentes e técnicos em estágio probatório e que na sua gestão atuará juntamente com a CAV no intuito de aumentar a participação dos alunos no processo de avaliação dos professores.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Festivais de cinema incentivam produção audiovisual no Tocantins

Eventos cinematográficos mostram que a sétima arte nunca esteve tão presente no estado

Por Pablo Cândido

Programação do Chico - Festival de Cinema de Palmas tem atrações especialmente para os mais jovens - Crédito: Camila Orion - http://bit.ly/gBksFh


Além de ser uma das mais encantadoras e populares formas de arte, o cinema também vem ganhando nos últimos anos cada vez mais espaço como forma de expressão artística no Tocantins. Isso se deve em grande parte ao crescente número de eventos de audiovisual do estado, que todos os anos procuram premiar as melhores produções cinematográficas tocantinenses e do resto do Brasil, além de criar um espaço propício para a exibição, difusão e reflexão em torno do cinema produzido regionalmente.

Enquanto alguns desses eventos já são esperados pelo público e ocupam lugar no calendário cultural do estado e outros ainda ensaiam seus primeiros passos na área, a classe artística tocantinense comemora uma fase de grande efervescência de produções cinematográficas independentes, das quais muitas buscam captar a essência cultural do Tocantins, marcada pela diversidade, além de contribuir para o registro de sua memória coletiva.

Eventos - Entre os eventos tradicionais do estado, o Chico – Festival de Cinema de Palmas ocupa um lugar de destaque como festival pioneiro na região norte e um dos festivais culturais com maior longevidade no estado. Surgido em 2001 através da iniciativa do CIM – Centro de Imagem e Som, o festival realizou esse ano sua nona edição, que ocorreu de 30 de outubro a 02 de novembro no ponto de cultura Canto das Artes, no distrito de Taquaruçu.

Além de sua mostra competitiva, da qual participaram 21 filmes selecionados a partir de um montante de 159 vídeos inscritos em três categorias - vídeo de bolso (duração de até 5 minutos), mostra nacional e mostra tocantinense, a programação do festival contou com oficinas, palestras, shows musicais, a “mostra Chiquinho” (de filmes infanto-juvenis) e uma mostra especial de documentários.

Público assiste aos filmes selecionados para a mostra do Chico - Festival de Cinema de Palmas - Crédito: Camila Orion - http://bit.ly/h19e29

Ainda na trilha do cinema independente, outro evento tocantinense que se sobressai pela sua constância e originalidade é a Mostra Miragem de Cinema, realizada no município de Miracema desde 2006. A mostra, que surgiu originalmente como parte da programação paralela de outro evento da cidade, o festival de música Agosto de Rock, agora é realizado de forma independente e procura não só fomentar a criação de filmes nacionais, como também democratizar o acesso às telas e revelar novos talentos locais.

Na edição desse ano, a quinta, foram inscritos 137 filmes produzidos em diversas regiões do país, sendo que 61 curtas foram selecionados para as categorias competitivas e 01 para a Mostra Especial. Devido ao grande número de vídeos inscritos, a edição deste ano contará com exibições simultâneas em mais 05 cidades: Miranorte, Tocantínia, Paraíso, Palmas e Gurupi.

Segundo o idealizador da Mostra Miragem de Cinema, Cássio Renato Cerqueira, os eventos de audiovisual no Tocantins são importantes por que criam uma conexão com o restante do país na área. “O audiovisual é um segmento que sempre ficou restrito às capitais, sendo que a exibição de filmes sempre foi bastante ignorada no interior. Como o Tocantins é um estado novo, esses eventos servem para fomentar a produção regional e integrar o estado no circuito de festivais, para que ele não fique isolado do restante do país nessa área”, disse.

Cássio destaca que o estado tem uma grande demanda por produções cinematográficas, que só não é suprida por falta de oportunidades e acesso da população. “O nosso objetivo é divulgar as obras do audiovisual brasileiro, pois o público tocantinense gosta bastante de cinema. Eles só não tiveram acesso. Nosso objetivo para o futuro é fazer o festival crescer e se tornar popular, não se restringindo apenas aos acadêmicos. Queremos aproximar o povo, democratizar o acesso ao cinema no Tocantins”, explica.

Novas propostas - Em paralelo aos festivais já consolidados do estado, a cada ano surgem outros que não só confirmam o interesse tocantinense pelo cinema como contribuem para o seu desenvolvimento na área. É o caso do Festival de Cinema de Paraíso, que teve no ano de 2010 a sua primeira edição. O evento, que ocorreu entre os dias 26 e 28 de agosto no Teatro Municipal Cora Coralina, em Paraíso do Tocantins, objetiva a difusão de produções independentes que multiplicidade cultural do Tocantins e do Brasil, além de estimular novas movimentações artísticas e culturais de Paraíso.

Mostra Miragem de Cinema leva exibições de cinema às escolas do Estado - Crédito: Divulgação - http://bit.ly/g8FN2Z


Em sua primeira edição, foram inscritos aproximadamente 70 vídeos de produtores do Tocantins, de outros estados e da Argentina, que competiram nas modalidades média-metragem, curta-metragem, animação, documentário e experimental. No decorrer da programação, também foram realizadas palestras sobre Animação Digital 3D, exibições de filmes e curtas nacionais, além de oficinas, que mesclaram teoria e técnica cinematográfica.

De acordo com Alailson Bernardo, um dos idealizadores e organizadores do festival, houve algumas dificuldades na realização da primeira edição, que serão corrigidas no próximo festival. “Foi um pouco difícil fazermos a primeira edição por causa de alguns daqueles erros habituais na organização de eventos, mas para evitarmos isso já começamos a trabalhar na edição do ano que vem. Já temos o projeto montado, que foi inscrito no edital do Banco da Amazônia, e próximo ano faremos um novo festival, sendo que dessa vez pretendemos fazer um evento com quatro dias de duração”, disse.

Para Alailson, festivais como o de Paraíso servem para estimular novas produções e fortalecer a área no estado. “O Tocantins é bem carente de desenvolvimento da área do audiovisual. Aqui, o Festival de Cinema de Paraíso vem como uma forma de incentivo não só para a produção cinematográfica do estado, como para que haja mais eventos como ele. Um dos diferenciais do festival foi inclusive o de realizar uma oficina de cinema para que aqueles interessados possam aprender a produzir seus próprios curtas e assim contribuírem também para o fortalecimento do segmento”, finaliza.

Atores culturais do Tocantins criam movimento pela cultura

Por Thuanny Vieira

Com o rumo político já definido no Estado do Tocantins, os grupos culturais já se mobilizam em prol de políticas públicas voltados para cultura e artistas locais. Com este intuito foi criado o MOVE – TO (Movimento de Políticas Públicas para cultura no Tocantins).

O MOVE – TO tem como princípio o reconhecimento e a valorização das diferenças culturais, um ambiente onde a gestão cultural possa garantir políticas públicas e que estas estabeleçam uma ação permanente para a cultura e integração do Estado. Pretende-se trabalhar por instrumentos úteis de dotações orçamentárias e participativas para o desenvolvimento e formação de um programa de formadores e promotores das políticas públicas culturais.

Lideranças culturais de Literatura, Artes Plásticas, Audiovisual e Teatro têm se reunido para apresentarem propostas por segmento que será entregue através de uma carta-base ao governador eleito.

O grupo cultural de Teatro elaborou as suas propostas que priorizam o fortalecimento dos cursos de formação nas artes cênicas. Circo, teatro e dança estão incluídos, obedecendo algumas diretrizes que são: o acesso à formação em seus diferentes níveis; Abrangência das várias instâncias da educação e cultura; Reconhecimento e qualificação dos profissionais; Reconhecimento das tecnologias da arte em toda sua abrangência e observância das especificidades de cada região.

O Move - TO nasceu com uma proposta de gestão democrática, moderna, participativa e da necessidade da sociedade, posicionada nas políticas públicas culturais com a intenção de contribuir para a gestão democrática da cultura pelo Estado e Municípios.

Projetos culturais levam diversão, arte e benefícios à comunidade

Fundação Cultural promove projetos artístico-culturais, que projetam a história do Estado e economia de comunidades carentes

Por Vilma Oliveira do Nascimento 

Projetos culturais auxiliam grupos carentes a se tornarem financeiramente e conhecerem seus direitos - Crédito: Vilma Oliveira

A Fundação Cultural é um dos órgãos públicos mediadores de cultura em Palmas e em diversos outros municípios do Estado. Segundo a coordenadora de projetos culturais da Fundação, Karoline Kelli Galli, a Fundação tem como principal objetivo não deixar morrer a cultura existente no estado, manter as raízes firmes em cada cidadão e simultaneamente levar diversão, aprendizado e movimentação econômica, sobretudo nas comunidades mais carentes.

Como explica a coordenadora de projetos da Fundação, todos os projetos culturais desenvolvidos pela Fundação não tem fins lucrativos e são executados pelos próprios artistas e gestores da região que são capacitados para ministrar as oficinas através do projeto “Informação Cultural”.

Proposições - Os artistas também podem criar projetos culturais. Basta se inscrever através do Pró-Cultura, onde são lançados editais com todas as normas e pré-requisitos de um projeto. O artista inscreve seu projeto e se for aprovado tem o apoio da Fundação na realização do mesmo. O artista pode também solicitar através do Pró-Cultura a parceria da Fundação Cultural em apresentações de música, dança, teatro, exposições e até gravação de CD.

Outro projeto interessante da Fundação Cultural é o “Trabalho, artesanato, turismo e autonomia das mulheres”, que visa à dignidade de mulheres carentes. Nesse projeto são oferecidas oficinas de culinária, costura, bordado, arte com capim dourado, coco babaçu e ainda um mini curso sobre os direitos da mulher. Segundo Karolline, a intenção é proporcionar a essas mulheres oportunidade de serem independentes financeiramente e ainda conhecerem seus direitos e valores, que nem sempre respeitados.

A moda no Réveillon

Por Rita de Cássia Coelho

Estamos nos aproximando das festas de final de ano. Os enfeites, celebrações, férias, confraternizações com amigos e familiares e já é hora de começar a fazer a grande pergunta: “Com que roupa eu vou?”. Óbvio que esse drama acomete mais as mulheres, mas há sempre os homens mais preocupados, que engrossam o coro.

A maioria das pessoas acredita que a virada do ano é um momento de atrair coisas boas e tem como tradição usar branco no réveillon. Entretanto, a moda nos últimos anos tem conseguido quebrar esse ritual.

“Branco é uma boa pedida, mas é algo místico. Hoje em dia a moda está tão criativa que devemos apostar no que nos faz bem, independente de rituais, pois a moda é isso, é ser você e todos nós temos coloridos em nossas vidas”, destaca a consultora de moda Lu Galvão.

Saber agregar o modelito com cada tipo de ambiente é fundamental. O ambiente escolhido influencia no visual da festa da virada, pois cada lugar tem sua particularidade.

Geralmente, as roupas usadas no réveillon são mais despojadas que as do Natal, principalmente se comemorado na praia. Segundo a supervisora de Moda, Jeanne Andrade, para as mulheres os vestidos curtos com cores fortes e estampas é uma forte tendência. “Mas bom senso é importante, o que poderia ser bonito pode acabar se tornando um excesso de informação. Cuidado com as estampas, elas caem muito bem, mas evite maquiagem e acessórios chamativos”, diz.

Para os homens, a dica para as festas de final de ano são cores como o branco, cinza, azul e o vermelho. Para quem não pode gastar muito com roupas e acessórios, a saída é usar a criatividade. Tudo é possível na moda, o importante é ser versátil.

As dicas de revistas especializadas e de consultoras de moda são investir em shorts, blusas básicas e, para finalizar, um acessório artesanal ou dourado que estão em alta. Experimente apostar nessas sugestões que podem transformar o visual.

Aproveite todas essas dicas e espere os bons fluidos do ano que se aproxima com um visual totalmente na moda, lembrando que bonito é ser você mesmo.

Aldeia Capim Dourado: uma junção de movimentos e manifestações artísticas

Por Ana Elisa

Foto do espetáculo "Na Palma dos Olhos" que abriu o evento - Créditos: Divulgação


O Aldeia Sesc é uma celebração cultural que faz parte da Rede SESC de Intercâmbio e Difusão das Artes Cênicas, inseridas no projeto Palco Giratório do SESC Nacional. Funciona como um encontro entre as tribos das artes e das culturas. A programação engloba além da arte cênica, música, literatura, cinema e artes plásticas. A primeira edição no Tocantins foi em 2006 ainda como Mostra de Artes Cênicas. O Aldeia tem se configurado como um dos principais eventos culturais do estado.

Este ano o SESC Tocantins realizou o seu terceiro Aldeia Capim Dourado no mês de outubro, com o espetáculo “Os Meninos Verdes de Cora Coralina”, da Cia Voar de Teatro de Bonecos (DF), no palco giratório.

“O aldeia capim dourado é para ser um grande encontro dos espetáculos e dos artistas tocantinenses, mas também convidamos grupos de outros estados, como nesse ano convidamos a Cia de Teatro Nu Escuro, de Goiânia, para fazer parte da nossa programação”, explica Alessandra Britez, promotora Cultural em artes cênicas do SESC. “Damos prioridades para os artistas locais, mas é difícil ficar sabendo o que ocorre fora da capital, como em Araguaína e Gurupi. Às vezes também por falta de produto, a gente não traz porque não tem”.

Este ano, a novidade foi o estudo teatral com a elaboração do banco de texto do Sesc, com os livros mais importantes da área de estudos teatrais para quem deseja estudar peças de teatros ou interpretação de texto. O destaque foi o lançamento da peça teatral “Sol nos Olhos” da Lamira Cia de Dança, que é a continuação do espetáculo “Na Palma dos Olhos”.

“O intuito desse evento é que as pessoas se aproximem mais das manifestações artísticas. Tudo é pensado especialmente para o momento do Aldeia. Então como a gente diversifica bastante, tem espetáculos de comédia, temas adulto e infantis. Isso possibilita com que todo mundo entre em contato com várias formas artísticas”, destaca Britez.

A partir deste ano, revela Britez, o Aldeia Capim Dourado será realizado anualmente, tentando levar ao publico Tocantinense sua arte. A notícia é boa porque poderá se consolidar como momento significativo da cultura no Estado, que é tão carente de promoções dessa ordem.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Segurança para compras na web deve ser reforçada

MUNDO DIGITAL

ESPECIALISTA ENSINA QUAIS OS CUIDADOS A SEREM TOMADOS QUANDO O USUÁRIO FOR REALIZAR COMPRAS PELA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES

Por Samuel Lima

Imagem de internet
Este ano, segundo estimativas da consultoria Forrester Research, as vendas pela internet – o já conhecido comércio eletrônico – vão superar a casa dos R$ 12,8 bilhões. Só para se ter uma ideia do crescimento nos últimos anos, o valor alcançado em 2005 foi de pouco mais de R$ 2,8 bilhões – o que representa uma taxa de crescimento anual de 38%. Com mais pessoas acessando a internet, utilizando cartões de crédito ou mesmo pagamentos diretos com boletos, cresce também o número de fraudes.

Segundo o especialista de Tecnologia da Informação, Marcelo Passos, o final do ano é o período onde se requer mais cautela em relação às fraudes pela internet. “É quando as pessoas estão mais preocupadas em dar presentes, comprar um artigo novo e, invariavelmente, utilizam a internet cada vez mais para fazer suas compras”, diz o especialista. Para ele, é preciso tomar cuidado ao fazer transações pela internet ou mesmo acessar sites considerados perigosos. Uma boa dica é a utilização de serviços de pagamento digital já consolidados como o Paypal, Moneybookers ou o brasileiro Pagseguro, evitando o fornecimento de dados do cartão de crédito em sites com baixa segurança, onde estas informações poderiam ser captadas por hackers não ligados à empresa.

Marcelo orienta ao internauta para que observe o canto inferior direito na tela do browser. “Deve haver um cadeado lá, que indica algum grau de segurança”, diz o analista, enfatizando que uma dica simples para saber se o site que você entrou é mesmo o do seu banco é informar a senha errada. “Um site falso não vai saber qual é sua senha, então não vai alertá-lo sobre isto. Geralmente vai dizer que houve um erro na página, mas não dirá que a senha estava errada. É uma dica simples para se ter certeza de que se está na página correta, no caso de bancos”, ensina.

Impulso - De acordo com a consultoria Forrester Research, o impulso maior para o crescimento do comércio virtual vem do próprio e crescente número de usuários. Em 2010, no Brasil, estima-se que se chegará aos 55 milhões de usuários. Outros pontos que contribuem para este crescimento são o aumento do hábito das compras online, o crescimento da oferta de banda larga no país e o número limitado de produtos nas lojas presenciais. Fatores como estes podem contribuir para que a internet cresça mais ainda, mas continue também a ser um verdadeiro covil virtual para ladrões e trapaceiros.

Cuidados na Internet
  • Buscar informações sobre o site, verificando se há reclamações no cadastro do Procon de seu Estado ou Município, e, ainda, coletando referências com amigos ou família;
  • Verificar qual o endereço físico do fornecedor e se existe algum telefone ou e-mail para esclarecimento de eventuais dúvidas.
  • Verificar os procedimentos para reclamação, devolução do produto, prazo para entrega, etc;
  • Verificar as medidas que o site adota para garantir a privacidade e segurança dos usuários;
  • Não fornecer informações pessoais desnecessárias para realização da compra;
  • Guardar todos os dados da compra, como nome do site, itens adquiridos, valor pago e forma de pagamento, numero de protocolo da compra ou do pedido, etc;
  • Guardar em meio eletrônico ou mesmo impresso a confirmação do pedido, e-mails trocados com o fornecedor que comprove a compra e suas condições;
  • Verificar se há despesas com fretes e taxas adicionais, bem como o prazo de entrega da mercadoria ou execução do serviço;
  • Identificar o endereço físico da empresa e seus dados cadastrais, como CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. O consumidor pode checar os dados cadastrais da empresa acessando http://www.registro.br/;
  • Exigir Nota Fiscal;
  • Imprimir o contrato firmado ou arquivar em meio digital seguro que permita uma futura impressão.
Fonte: Procon

Olho nú

Por Samuel Lima

Não uso óculos escuros.
Quero deixar expostas as
olheiras de noites bem ou
mal dormidas.
Deixar expostas as ramelas
da insônia que clama pela
consciência da madrugada.
Não preciso enegrecer a
vista para escoimar a
realidade; quero a luz
cegante irrompendo retina
adentro, e acordando a alma.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Bullying é coisa séria

Por Ana Cássia Costa

Com o julgamento de adolescentes que praticaram bullying nos EUA, volta à tona um caso de repercussão pública mundial, o de Phoebe Prince, que se enforcou após sofrer meses de perseguições por parte de estudantes de sua escola.

O caso não é uma realidade só nos Estados Unidos, mas de todo o mundo e que nos leva a questionar o que a justiça brasileira faria se o caso fosse aqui? Aliás, o que é feito para punir os culpados quando adolescentes sofrem ameaças de agressão pela internet, ou nas próprias escolas como vemos em jornais, sites de relacionamento, ou conhecemos um caso de alguém próximo?

Será que no Brasil esses adolescentes seriam intimados, julgados, e talvez até condenados por praticar um crime que utiliza de atos violentos físicos e (ou) psicológicos contra uma pessoa que se sente intimidado e incapaz de se defender? Que pode causar danos irreparáveis a vida de alguém?

Bullyng é coisa séria e merece atenção de toda a sociedade. Não só de alguns governos de estados, mas de todo o país.

Um exemplo a ser seguido é do estado de Mato Grosso do Sul. Em maio de 2010, o Governo sancionou a lei 3.887 que dispõe sobre o programa de inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar. Pela lei, as escolas deverão promover a capacitação de professores para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema. Deverá também incluir regras contra o bullying no regimento interno; orientar as vítimas visando a recuperação da auto-estima e advertir os agressores sobre as conseqüências e punições pela prática do ato.

A lei obriga as escolas públicas e privadas a desenvolver projetos pedagógicos com medidas de prevenção e combate à violência intencional e repetida para intimidar, agredir, causar dor, angústia ou humilhação à vítima, como é definido o ato de bullying.

São enviados relatórios trimestrais de ocorrências à Secretaria de Educação e à Promotoria da Infância e da Adolescência, para que haja adoção das medidas e penalidades cabíveis.

Basta agora, que a lei seja aplicada em todo país.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quero ser Jornalista

Por Janaina Buzachi

Em uma turma do curso de Jornalismo quase todos os alunos já fizeram essa afirmação “quero ser jornalista”. Para mim, no entanto, foi muito mais difícil. Formada em um curso onde se tem a fama de altos salários e prestígio social, virar as costas e dizer que se quer contar histórias não é nada fácil. Afinal, trabalhar por cinco na redação, ser perspicaz, informado, receber um salário de fome e estudar muito para exercer uma profissão que legalmente dispensa o diploma, confesso, parece loucura mesmo.

No entanto, a função do Jornalista na sociedade, aquela de fiscalizar, denunciar e com isso modificar, está muito acima desse discurso. Não se pode esquecer que quando nenhuma instituição democrática nos permite contestar, a palavra é a arma que nos resta. E, sejamos sinceros, não existe nada mais poderoso do que uma história bem contada.

Por isso me sinto privilegiada em inaugurar com essa pequena introdução o NOSSO Blog, FOCA NO FOCO, lugar onde os alunos da turma de comunicação social 2010/01 da Universidade Federal do Tocantins poderão exercer esse poder, e sem editores! Aqui podemos nos expressar livremente, denunciar, fofocar, com todo respeito claro e o melhor aqui podemos errar! Situação que espero seja cada vez mais difícil já que em breve estaremos todos empregados.

Então, meus amigos, vamos iniciar os trabalhos!